domingo, 7 de fevereiro de 2010

A grandeza inexplicável da pequenez


A grandeza inexplicável da pequenez,
A grandeza incomparável do amor...
Uma criança muda todas as percepções
Nossas noções de tamanho tem outras proporções.

Não há ser maior que aquele com um corpinho tão pequeno
Não há sorriso maior que o daquela boquinha ainda sem dentes
Qualquer gesto vindo daquelas mãozinhas minusculas
É o maior gesto do mundo.

Os paradigmas, as idealizações importam pouco
A razão acaba ficando de lado, porque a emoção domina
Até o mais frio coração
Sente o calor da veracidade do amor de uma criança

Até a mente mais descrente
Consegue ver o que é invisivel,
Consegue ouvir o que é inaudível,
E sentir o que parece relativo.

Até a pessoa mais irriquieta
É capaz de ficar horas a fio
Admirando aquele ser
Cuja beleza transcende a fisica
E se concretiza no sentir.

Raissa Torres Vidal – Inspirada por Tiago Torres Vaz

2 mensagens:

Agostinho Lopes disse...

Parabéns, Raissa, pelo poema e, ACIMA DE TUDO, pela "sensibilidade à flor da pele" que tens demonstrado ultimamente.

Tenho cá comigo que essa "grandeza inexplicável da pequenez", nos impregna do que costumo chamar de "divino".

Um beijo!

Fernanda disse...

Não lembro como vim parar aqui, vou abrindo tanta aba que me perco, mas gostei do que encontrei ;)

Adorei esse trecho:

"Até a mente mais descrente
Consegue ver o que é invisivel,
Consegue ouvir o que é inaudível,
E sentir o que parece relativo."