domingo, 22 de maio de 2011

Brincar de mudar


É bastante comum entre pessoas que já tem filhos, ou até netos, comentarem sobre o quanto as brincadeiras e formas de diversão estão diferentes. Alguns o dizem com nostalgia, outros ficam fascinados com as novas possibilidades. Independentemente da opinião de ser melhor ou pior, é verdade que realmente há muitas mudanças entre as gerações.

O maior destaque de transformações nesses últimos anos está ligado à tecnologia, tanto direta como indiretamente. Mesmo situações que, em sua base, não se modificaram, costumam mostrar alterações no modo como as coisas são feitas. Ainda existem jogos de tabuleiro e cartas, mas eles estão muito mais populares no formato online. O telefone ainda é usado, mas perdeu parte do seu espaço para o msn e o Skype. Os shoppings ainda são um espaço bastante comum, mas dividem sua importância com os sites de compras.

As pessoas usam frequentemente meios de interação que não despendam de esforço físico, como o computador, a televisão e os videogames. Portanto, essa hegemonia digital mudou seus conceitos de diversão, que tinham um maior foco em atividades físicas. No caso das crianças, esse novo meio de vida, além da questão da violência, foi um grande responsável por fazer as brincadeiras ao ar livre, que eram tão comuns há poucas décadas, se tornarem um hábito raro.

O atual comportamento social apresenta suas especificidades, mas não exclui semelhanças ao modo da geração anterior, claro que com as mudanças inerentes a uma nova época. Independentemente do conceito de vantajoso ou não, as transformações que ocorrem na sociedade são inevitáveis e sempre ocorreram. O ideal é que seja aproveitada a particularidade de cada época com a consciência de que é possível aderir às coisas do passado sem haver perda da nova identidade cultural.

{Raissa Vidal}

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