sábado, 23 de julho de 2011

Campana di Vetro






Está escuro e eu grito
Eu imploro socorro, eu imploro amor
Mas ninguém escuta.

Eu to numa redoma de vidro,
Estou vulnerável à falta de blindagem,
Mas não há como me defender

Ouço a voz de quem ta lá fora
Mas ninguém me ouve ou vê
Ninguém me sente, tampouco por mim chora

To trancada por uma porta sem fechadura
Minha voz é abafada
Por uma pesada armadura

Eu tenho feridas incicatrizáveis
Meus machucados são incuráveis
Eu tenho pedaços a menos no coração
Porque foram cortados e levados
Por quem por ele já foi abrigado

{Raissa Vidal}

Esse poema tem uns 2 ou 3 anos e se encaixa muito mais agorado que quando eu o escrevi. Não o alterei em nada, cada palavrinha é a mesma, mas só hoje eu entendo o que eu mesma tentava me explicacr.

1 mensagens:

Artur. disse...

E em minha ínfima experiencia
Isso eu aprendi
Não foi provado pela ciência
Mas é o que entendi.
Por mais esburacado
Ferido, arranhado, machucado
Que voltasse o meu coração
Das mãos da amada em questão,
Tudo passaria quando achasse
Alguém que dele cuidasse
E que comigo se importasse.


E acredite, você tem quem se importe.